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Distimia: um obstáculo silencioso à saúde mental

Conheça os impactos da distimia, um transtorno depressivo persistente que desafia a saúde mental, e descubra como o movimento Janeiro Branco promove a conscientização e o apoio emocional.

Distimia: um obstáculo silencioso à saúde mental
Distimia: um obstáculo silencioso à saúde mental — Foto: Pexels

Janeiro é o mês voltado à conscientização sobre saúde mental, com a campanha Janeiro Branco destacando a relevância do bem-estar emocional e da qualidade de vida. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 11,5 milhões de pessoas no Brasil enfrentam algum tipo de depressão. Nesse contexto, a distimia, também conhecida como transtorno depressivo persistente, surge como um problema crônico amplamente subestimado, afetando de maneira silenciosa uma parcela significativa da população.

Esse transtorno se caracteriza por um estado constante de tristeza, cansaço prolongado, baixa autoestima e alterações no sono ou no apetite. A psicóloga Lua Helena Moon Martins Cardoso descreve a distimia como semelhante a uma garoa interminável. “Ela pode estar presente na vida de uma pessoa durante anos, muitas vezes sem que haja diagnóstico ou tratamento adequados”, alerta.

A especialista ressalta que, devido à sua manifestação menos intensa, a distimia frequentemente é confundida com características pessoais ou interpretada como algo intrínseco ao indivíduo. “Isso acaba retardando a identificação do problema e o início de um acompanhamento apropriado. É essencial aumentar a conscientização sobre a distimia para promover mudanças positivas na vida das pessoas afetadas”, enfatiza Lua Helena.

As causas do transtorno são variadas e podem incluir predisposição genética, vivências traumáticas e fatores sociais que dificultam a expressão das emoções. Apesar disso, existem alternativas eficazes para enfrentar essa condição. “Psicoterapia, uso de medicamentos quando necessário, prática de exercícios regulares e atenção à qualidade do sono são intervenções que podem trazer resultados significativos”, explica a psicóloga.

A campanha Janeiro Branco tem como objetivo lançar luz sobre transtornos menos reconhecidos, como a distimia, incentivando o diálogo sobre saúde mental e estimulando as pessoas a procurarem ajuda profissional. “Compreender que pedir ajuda é um ato de coragem, e não de fraqueza, é essencial. Tratar a distimia é abrir espaço para uma vida mais leve e com novos sonhos”, conclui Lua Helena.

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