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SUS realiza cerca de 8 cirurgias diárias para remoção de pólipos endometriais

O SUS realiza, diariamente, diversos procedimentos para tratar pólipos endometriais, condição que pode causar sintomas como sangramentos e dores. Além disso, a rede pública oferece exames específicos para o diagnóstico e tratamento adequado.

SUS realiza cerca de 8 cirurgias diárias para remoção de pólipos endometriais
SUS realiza cerca de 8 cirurgias diárias para remoção de pólipos endometriais (Foto: Reprodução)

O SUS realiza cerca de 8 cirurgias diárias para remoção de pólipos endometriais, condição comum em mulheres acima de 40 anos. O tratamento inclui exames e procedimentos como a histeroscopia para evitar complicações, como sangramentos e dificuldades para engravidar.

O Sistema Único de Saúde (SUS) realiza, em média, oito cirurgias diárias para a remoção de pólipos endometriais, condição que pode afetar a parede interna do útero, de acordo com o Ministério da Saúde. Esses pólipos podem provocar sintomas como sangramentos fora do período menstrual, dores pélvicas e, em casos mais graves, podem se tornar cancerígenos.

A rede pública oferece todo o acompanhamento necessário, desde a realização de exames, como a ultrassonografia transvaginal, até o procedimento de remoção dos pólipos por histeroscopia, técnica que utiliza uma câmera para visualizar e retirar o tecido afetado. Caso os pólipos sejam detectados, a paciente é encaminhada para a cirurgia, que pode ser feita com anestesia local ou sedação.

O ginecologista Pedro Doria, do Hospital Nove de Julho, explica que fatores como predisposição genética e alterações hormonais ao longo da vida podem contribuir para o surgimento dos pólipos, que tendem a ser mais frequentes em mulheres acima dos 40 anos.

Para o diagnóstico preciso, o ultrassom transvaginal, realizado preferencialmente nos primeiros dias do ciclo menstrual, é o exame recomendado, segundo o ginecologista Manoel Orlando Gonçalves. Embora a maioria dos pólipos não causem sintomas, alguns podem provocar sangramentos, principalmente fora do período menstrual.

A remoção dos pólipos é feita geralmente com anestesia local, sendo que o tecido retirado é enviado para biópsia para garantir que não seja maligno. A cirurgia pode ser realizada em centro cirúrgico, onde a paciente fica mais confortável, ou em consultórios, dependendo da dor e da tolerância da paciente. Após o procedimento, a recuperação é rápida e a possibilidade de engravidar pode ser restaurada.

Em casos raros, os pólipos podem evoluir para câncer, com cerca de 1% a 3% dos casos sendo diagnosticados como malignos. Caso o diagnóstico de câncer seja confirmado, a paciente é encaminhada para tratamento oncológico.

O projeto Saúde Pública, que apoia esse atendimento, conta com a colaboração da Umane, uma organização civil voltada para a promoção da saúde.

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